sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Democracia e mitologia democrática

A MITOLOGIA DEMOCRÁTICA E A BARBÁRIE PRATICADA POR DEMOCRACIAS

«O recentíssimo estudo de opinião sobre o grau de satisfação dos portugueses com as instituições e o regime resultantes da Revolução do 25 de Abril parece evocar as conhecidas palavras proferidas por Winston Churchill na Câmara dos Comuns, em 11 de novembro de 1947: "A democracia é a pior forma de governo, à exceção de todos os outros já experimentados ao longo da história." O aparente paradoxo da frase do político britânico ajuda a explicar o esmagador, mas também aparente, descontentamento dos portugueses com o atual estado da democracia: em graus diversos de intensidade, a insatisfação atingiu 83% dos respondentes de todas as idades (contra 76%, num inquérito semelhante realizado em 2001). Onde está a razão para considerar como aparente este descontentamento? Em primeiro lugar, os inquiridos concordam de forma maioritariamente expressiva com a afirmação de que hoje o País é mais livre, mais democrático e com maior qualidade de vida, do que antes da Revolução. Mais ainda, quando interrogados sobre as grandes políticas públicas que são o corpo concreto do regime (Serviço Nacional de Saúde, aumento espetacular da escolaridade, salário e pensão mínimos, maior igualdade de género, etc.), a maioria volta a concordar com a relevância dessas conquistas. Os portugueses manifestam com o seu aparente descontentamento, no fundo, o seu anseio por mais e melhor democracia. Por isso censuram os tribunais pelo estado lamentável de uma justiça binária, onde os ricos já não lutam pela absolvição, mas pela prescrição. Ou protestam contra o facto de os partidos parecerem estar mais atentos aos interesses corporativos do que às necessidades dos cidadãos comuns. Há até uma nota autocrítica: mais de 85% dos cidadãos nunca participaram diretamente na vida política. É caso para dizer que a democracia é, também, o mais exigente de todos os regimes. Obriga a um exercício constante de cidadania, sob pena de degenerar numa plutocracia.» (Viriato Soromenho-Marques in «Diário de Notícias» net)


George W Bush é Democracia, a sua barbárie é Democracia.

A igualdade de género é uma conquista da Democracia como referiu Viriato Soromenho-Marques no texto do «DN» e que se pode constatar na foto acima, com a Democracia as mulheres puderam ir para a tropa e lá servir a Democracia tão bem como os homens.


Guantánamo e a sua rede de sucursais, umas conhecidas, outras ainda secretas, com as suas torturas iguais às da Inquisição Católica, tudo isto é Democracia.

Antes da invenção do Direito pelos Romanos a barbárie era absoluta havia condenações à morte sem julgamento e respectivas execuções. George W Bush condenava pessoas à morte sem julgamento e ordenava as respectivas execuções a tiro, segundo o modelo da Máfia da Sicília, ou com aviões sem piloto chamados drones, (como o da figura abaixo, dos EUA) no que é imitado por Barack Obama. Digamos que uma Democracia pratica a barbárie anterior à invenção do Direito pelos Romanos, com grande sucesso, graças às novas tecnologias.

As Democracias apoiam Democracias, mas para diversificar muitas Democracias apoiaram e apoiam as Ditaduras Fascistas como foi o caso das Democracias da NATO terem apoiado a Ditadura Fascista-Colonialista de Salazar, terem apoiado para diversificar ainda mais a destruição da Democracia no Chile pelo ladrão, torturador e assassino Pinochet que instaurou um Regime Fascista, que serve de modelo à Junta Fascista de Kiev, em 2014. Em 2014, as Democracias da União Europeia e dos Estados Unidos apoiam o Fascismo puro e duro da Junta Fascista de Kiev, que proibiu cidadãos de falarem, lerem e escreverem a sua própria língua, que proibiu a liberdade religiosa, que proibiu a liberdade de imprensa, que prende, tortura e assassina cidadãos do seu país, com o apoio entusiástico das atrás referidas Democracias.

Este texto de Viriato Soromenho-Marques compara o Fascismo de Salazar-Caetano com a Democracia da III República de Portugal. Parece-me óbvia a superioridade ética e moral da Democracia da III República de Portugal em comparação com o Fascismo de Salazar e Marcelo Caetano, porque no Fascismo não havia liberdade de expressão de pensamento (contrário ao do governo), o que implicava a existência da Censura, nem de manifestação, nem liberdade de formação de partidos políticos, nem havia eleições livres, não havia sindicalismo livre, e na fase final tinha ainda guerras coloniais. Se as normas do Fascismo estivessem em vigor Passos Coelho seria primeiro-ministro até à velhice e só sairia do cargo, se caísse de uma cadeira e perdesse as suas capacidades cerebrais.
E depois quem se manifestasse contra o regime Fascista era preso, torturado ou assassinado (como o general Humberto Delgado) pela polícia política, a PIDE/DGS.

Recordando Winston Churchill, «a Democracia é a pior forma de governo, à excepção de todos os outros já experimentados ao longo da História». Parece-me que se deve acrescentar que não há apenas um modelo de Democracia, mas vários modelos de Democracia.
Para mim, está comprovada a superioridade da Democracia sobre a Ditadura, por isso a questão é escolher dentro das Democracias, a melhor Democracia. Em síntese, há vários modelos de Democracias, e a questão fulcral é escolher o melhor modelo de Democracia e melhorá-lo.
Não basta Democracia política, tem que haver também Democracia económica, financeira e social. A Democracia financeira é sobrepor o bem comum aos interesses da alta burguesia financeira que chama à sua Ditadura sobre o quotidiano dos cidadãos Ditadura dos Mercados. Em Portugal, em 2014, há uma Democracia muito fraca, porque o governo se submete ao trio terrorista a que chamam Troika, que invade Portugal, periodicamente, em nome da Ditadura dos Mercados. Esse grupo terrorista que anda sempre a ameaçar e a penalizar a maioria dos portugueses é constituído pelo FMI, pela falsa «Comissão Europeia» e pelo falso «Banco Central Europeu».

Os funcionários europeus da Troika, eticamente, estão muito próximos do nazismo e o asiático que representa o FMI, vem da Índia que tem um regime de apartheid baseado em castas, um monstruoso apartheid de castas, e onde se vive miseravelmente.

Sem comentários:

Enviar um comentário