domingo, 20 de maio de 2018

A Democracia em perigo



O maior perigo da Democracia é cometer actos bárbaros iguais aos dos nazis.

Tanto os Estados Unidos como a União Europeia praticaram e praticam a tortura, da mesma maneira que os nazis a praticavam. A União Europeia não assume. Os Estados Unidos assumem. Uma criminosa com práticas de tortura iguais às dos nazis foi nomeada Directora da CIA, por Donald Trump.
Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos defende a tortura, tal como Adolf Hitler defendia. Trump defende a tortura e manda praticá-la.
Mussolini e Hitler faziam a apologia da guerra. Trump quer guerra no Médio Oriente.
Ao mudar a embaixada dos EUA para Jerusalém Trump apoia a frankensteinização do pequeno Estado de Israel, que vive e gosta de viver em guerra permanente.
Um dos maiores paradoxos da Humanidade nos séculos XX e XXI é o pequeno Estado de Israel.
Os judeus foram exterminados pelos alemães. Paradoxalmente aprenderam com os alemães o desprezo absoluto pela condição humana. Os judeus tratam os palestinianos como os alemães do III Reich os tratavam a eles, com absoluto desprezo pelas suas vidas.


sábado, 19 de maio de 2018

A Distopia Futebolística em Portugal - análise

O que é uma distopia? Uma  distopia é o Mal legalizado, é o Mal legal ou lêgal como dizem os brasileiros.

«Futebol: o reservatório da violência alimentado pelo dinheiro, pelos media e pela complacência de todos

As claques de futebol dos grandes clubes são as únicas associações de criminosos que funcionam à luz do dia.
Como é que se põe uma bola para baixo quando ela está quase sempre em baixo? Na verdade, como é uma bola, está sempre ao mesmo tempo para cima, para baixo, para o lado. Mas, pensando bem, por que razão deveria estar para baixo, quando esta espuma dos dias violenta é um tão bom negócio para tanta gente? Minha cara gráfica do PÚBLICO, coloque a bola na sua posição normal, e a mais oficial das bolas, porque isto do futebol é uma coisa séria, com o beneplácito das mais altas instâncias da nação. Deixe vir o esquecimento rápido do ritmo dos media e tudo vai continuar na mesma.
Por muito que se bata no peito e se façam os protestos habituais e se digam todas as coisas convenientes, não é preciso ser um telepata nem um adivinho para perceber que são coisas de muita circunstância e pouca substância e que na verdade ninguém está muito indignado com o que se passou. Digo isto, porque coisas semelhantes ocorrem ciclicamente, segue-se uma onda de indignação e depois volta a velha complacência de sempre: “são coisas do futebol”...
Têm razão, são de facto coisas do futebol. Ou, dito doutra maneira, são coisas onde circulam legal e ilegalmente muitos milhões, muito mais milhões do que em 90% das empresas portuguesas. São um maná para uma comunicação social que não sabe viver sem futebol, ou melhor sem “este” futebol, o dos Brunos, dos Pintos, dos Vieiras, dos No Name Boys, dos Super Dragões, da Juve Leo e quejandos, que parece que tem um espasmo para não lhe chamar outra coisa, sempre que há um “derby”. São um maná para o poder político que precisa de circo quando não há pão e onde Centeno e os seus antecessores abrem os cordões à bolsa para que haja sempre surtos patrióticos a propósito da bola, cheios de bandeiras e bandeirinhas, cachecóis e varandas engalanadas, cheios de Portugal gritado a plenos pulmões, quando ninguém mexe uma palha num país que perde soberania todos os dias.
O que se passa diante dos nossos olhos, trazido pelas prestimosas televisões e por uma multiplicidade de directos na rádio e capas de jornais, não engana ninguém. Só não vemos porque não queremos ver. As claques de futebol dos grandes clubes são as únicas associações de criminosos que funcionam à luz do dia. Esta gente viola todas as leis, matam pessoas, praticam extorsões várias, organizam gangues, com negócios obscuros, droga, protecção e segurança nocturnos e diurnos, executores de vinganças e ajustes de contas, e exércitos que desfilam nas nossas ruas protegidos pela polícia como animais perigosos que de facto são. Ah! bela juventude com as nossas cores, azuis, vermelhas e verdes, a que só falta cantar a Giovinezza ou o Cara al Sol! E é mais por ignorância do que por falta de vontade.
Ai não sabem? Se não sabem, é porque não querem saber. Há futebol puro e limpo para além disto? Não, não há, isto conspurca tudo e todos são cúmplices. Eu espero sempre que nem um cêntimo dos meus impostos vá para estas mafias, nem para dar “ utilidade pública” a estes empórios do crime e da corrupção, nem para pagar as medidas excepcionais de segurança dos jogos tidos como “perigosos”, nem para os bancos que perdoam empréstimos aos clubes mas recebem de todos nós milhões, e por aí adiante, mas espero sentado.
E agora prometem-nos mais uma despesa com uma Autoridade Nacional contra a Violência do Desporto para esconder a enorme responsabilidade do Estado, da justiça, dos governos, dos partidos neste estado de coisas. Quase que posso jurar que se já existisse, com os seus locais, gabinetes, pessoal pagos pelo Orçamento do Estado, nada poderia contra os espécimes que os adeptos, os sócios, as claques, as ilustres figuras públicas, escolhem para dirigir os clubes e contra os bandos de matraca e faca que eles acolhem no seu seio. O que é que impede o Governo e a justiça de agir com os mecanismos que já têm? Nada, a não ser esta miserável complacência e cumplicidade que já Fradique Mendes, numa das suas cartas onde melhor retrata Portugal, atribuía ao nosso povo:
Senti logo não sei que torpe enternecimento que me amolecia o coração. Era a bonacheirice, a relassa fraqueza que nos enlaça a todos nós portugueses, nos enche de culpada indulgencia uns para os outros, e irremediavelmente estraga entre nós toda a Disciplina e toda a Ordem

[José Pacheco Pereira in Público pt]


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Itália - análise da ascensão dos movimentos anteuropeístas

«Ruínas



Aprende-se realmente muito entre ruínas estrangeiras, incluindo sobre nós próprios, sobre os nossos erros e acertos políticos. As ruínas da esquerda italiana e grega são particularmente instrutivas, até porque estão ligadas. O europeísmo foi um dos mecanismos da (auto)destruição. Só variou o horizonte temporal.

No caso italiano, no meio das ruínas surgiu o movimento cinco estrelas e, aproveitando-se da ruína, uma liga, agora nacional. As classes subalternas reconstroem sempre um espaço nacional, graças à esquerda ou apesar dela ou mesmo contra ela. A lição é brutalmente clara: a esquerda paga um preço elevado quando são outros a tentar construir o espaço da imaginação nacional-popular numa economia estagnada, graças sobretudo ao Euro, numa sociedade causticada, graças à neoliberalização indissociável desta moeda.

Talvez valha a pena repescar o insuspeito Wolfgang Munchau no Financial Times (oportunamente traduzido pelo DN): “Seria ingénuo pensar na eleição de dois partidos antissistema na terceira maior economia da zona euro como irrelevante. A Itália afinal não é a Grécia. E a Liga e o Cinco Estrelas constituem um desafio muito maior para o consenso da UE do que o Syriza.”

O Syriza faz hoje penosamente parte do consenso da UE assente na mentira. Por falar de pós-verdade com origem europeia, vejam o que escreve o insuportavelmente europeísta The Guardian, uma ruína jornalistica: “O maior medo da Europa, em especial da Zona Euro, é que a Itália mergulhe no tipo de colapso económico que, em 2015, esteve perto de catapultar a Grécia – na altura, liderada por um governo radical apostado em superar as regras da Zona Euro – para fora da moeda única.” É isto que passa por imprensa de referência e até progressista.

Na verdade, a depressão grega foi induzida pela Euro e pelas regras austeritárias que são indissociáveis do seu funcionamento; regras aceites pela esquerda grega, que finge agora gerir uma semi-colónia. Enquanto o governo grego resistiu, o BCE, por exemplo, contribuiu deliberadamente para o sabotar, por via de um sistema bancário em crise induzida, algo jamais visto.

Não sei o que é que o eventual governo liderado pelas direitas italianas fará, nem dele espero nada de bom, mas sei que se desafiar o consenso de Bruxelas-Frankfurt, o mais provável é que as forças de mercado e da integração que as suporta mergulhem ainda mais a Itália no caos. A Zona Euro mantém-se também pelo medo.

Medo e mentira. Até quando? »   

[João Rodrigues in blog Ladrões de Bicicletas]

quinta-feira, 17 de maio de 2018

O pequeno Frankenstein criado por Estaline e por Truman


O principal criador do Estado de Israel foi Estaline logo apoiado por Truman do Partido Democrático dos Estados Unidos.
A dupla Estaline-Truman decidiu criar o Estado de Israel e criou mesmo.
A Esquerda europeia apoiou a criação de dois Estados na Palestina, o Estado de Israel e o Estado da Palestina.
Os judeus foram queimados vivos pela Inquisição Católica, especialmente na Espanha e em Portugal.
Os alemães, durante o III Reich exterminaram 6 milhões de judeus, homens mulheres e crianças de todas as idades. A Esquerda europeia queria compensar os judeus pelas selvajarias alemãs que se abateram sobre eles e apoiou a criação do Estado de Israel.
O pequeno Estado de Israel viria a tornar-se um pequeno Frankenstein, com os bolsos cheios de bombas atómicas.
Quem fez de Israel um pequeno Frankenstein atómico foram os Estados Unidos, o Reino Unido e a França.
Quem ensinou os Israelitas a praticarem o Mal Absoluto foram os alemães, durante o III Reich. Na Alemanha nazi os judeus sofreram as consequências do Mal Absoluto e decidiram, em 1948, que também deviam eles próprios praticar o Mal Absoluto.
Os Crimes Contra a Humanidade de Israel são patrocinados, são apoiados, pelos seguintes países que odeiam e desprezam o povo palestiniano:
América do Norte – Estados Unidos, Canadá, México
América do Sul – Colômbia
África – Camarões, Eritreia
Europa – França, Alemanha, Itália, Espanha, Portugal, Noruega, Finlândia, Reino Unido, Irlanda, Áustria, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Eslovénia, Croácia, Grécia, Estónia, Letónia, Lituânia, Malta, Moldova

Ásia – Japão, Coreia do Sul, Miamar
Oceânia - Austrália, Nova Zelândia


Os países atrás referidos consideram os palestinianos infra-homens, conceito profundamente europeu, desenvolvido pelos alemães durante o III Reich. Os europeus andaram a considerar os judeus infra-homens. Continuam a aplicar o conceito infra-homens aplicado aos palestinianos. Se estes países desta lista racista não considerassem os palestinianos infra-homens já tinham reconhecido o Estado da Palestina.

O fanatismo religioso judaico tem 200 bombas atómicas pontadas ao Irão


"« A Arte da Guerra »

Israel, 200 armas nucleares apontadas para o Irão

O barulho que envolve a retirada dos EUA do acordo nuclear iraniano esconde os verdadeiros problemas. O mais importante é este facto fundamental: Israel é uma potência nuclear, ao passo que o Irão não é.

| Roma (Itália)
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Em 30 de Abril de 2018, Benjamin Netanyahu expôs arquivos roubados ao Irão demonstrando que havia persistido um programa militar secreto de pesquisa nuclear naquele país até 2003, apesar da proibição dos ayatollahs Khomeini e Khamenei.
A decisão dos Estados Unidos de sair do acordo nuclear iraniano - assinado em 2015, por Teerão, pelos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e pela Alemanha - provoca uma situação de extremo perigo não só para o Médio Oriente.
Para compreender quais são as implicações desta decisão, tomada sob pressão de Israel, que define o acordo como sendo “a capitulação do Ocidente ao Eixo do Mal, liderado pelo Irão", devemos partir de um facto inequívoco: é Israel que tem a Bomba, não é o Irão.
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Há mais de cinquenta anos, Israel produz armas nucleares nas instalações de Dimona construídas, sobretudo, com a ajuda da França e dos Estados Unidos. Não é inspeccionada porque Israel, a única potência nuclear no Médio Oriente, não adere ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nuclear, que o Irão assinou há cinquenta anos. As provas de que Israel produz armas nucleares foi demonstrada há mais de trinta anos, por Mordechai Vanunu, que trabalhava na fábrica de Dimona: depois de serem examinadas pelos principais especialistas de armas nucleares, elas foram publicadas pelo jornal The Sunday Times em 5 de Outubro de 1986. Vanunu, raptado em Roma pelo Mossad e transportado para Israel, foi condenado a 18 anos de prisão e, depois de libertado em 2004, foi submetido a severas restrições.
Israel possui hoje (embora sem admiti-lo) um arsenal estimado de 100 a 400 armas nucleares, entre as quais há mini-bombas nucleares e bombas de neutrões da nova geração, e produz plutónio e trítio em quantidades que permitem a construção de uma outra centena. As ogivas nucleares israelitas estão prontas para lançamento em mísseis balísticos, como o Jericho 3, e pelos caças F-15 e F-16 fornecidos pelos EUA, aos quais se juntam agora os F-35.
Consoante confirmam as numerosas inspecções da AIEA, o Irão não tem armas nucleares e compromete-se a não produzi-las, submetendo-se ao acordo através de um rigoroso controlo internacional. No entanto - escreve o antigo Secretário de Estado americano, Colin Powell, em 3 de Março de 2015, num email que veio a público – “em Teerão, sabem muito bem que Israel tem 200 armas nucleares, todas apontadas para Teerão, e que nós (USA) temos milhares delas".
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Os aliados europeus dos EUA, que formalmente continuam a apoiar o acordo com o Irão, estão, fundamentalmente, alinhados com Israel. A Alemanha forneceu-lhe quatro submarinos Dolphin, modificados para lançar mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares. A Alemanha, a França, a Itália, a Grécia e a Polónia participaram, com os EUA, no maior exercício internacional de guerra aérea na História de Israel, a Bandeira Azul 2017 h [1]. A Itália, ligada a Israel por um acordo de cooperação militar (Lei n. 94, 2005), participou com os caças Tornado do 6º Stormo, de Ghedi, adaptados para transportar bombas nucleares B-61 dos EUA (que em breve serão substituídas pelas B61-12). Os EUA, com o F-16 da 31st Fighter Wing de Aviano, estão adaptados para a mesma função.
As forças nucleares israelitas estão integradas no sistema electrónico da NATO, no âmbito do "Programa de Cooperação Individual" com Israel, um país que, embora não sendo membro da Aliança, tem uma missão permanente no quartel general da NATO, em Bruxelas.
De acordo com o plano testado no exercício EUA-Israel Juniper Cobra 2018, as forças dos EUA e da NATO viriam da Europa (especialmente das bases em Itália) para apoiar Israel numa guerra contra o Irão [2]. Pode começar com um ataque israelita contra as instalações nucleares iranianas, como o que foi realizada em 1981, em Osiraq, no Iraque.
No caso de haver uma retaliação iraniana, Israel poderia usar uma arma nuclear, iniciando uma reacção em cadeia com resultados imprevisíveis.
[1] “Itália-Israel: A «Diplomacia dos Caças»”, Manlio Dinucci, Tradução Maria Luísa de Vasconcellos, Il Manifesto (Itália) , Rede Voltaire, 14 de Dezembro de 2017.
[2] “Nas garras dos USA/NATO”, Manlio Dinucci, Tradução Maria Luísa de Vasconcellos, Il Manifesto (Itália) , Rede Voltaire, 13 de Março de 2018. “Direito de resposta da OTAN, réplica de Manlio Dinucci e comentário da Rede Voltaire”, 22 de Março de 2018."

[Manlio Dinucci, in Il Manifesto, cit in Red Voltaire]