quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Mulher assassinada pela polícia na região de Lisboa


Ladrões, num Seat Léon, roubaram uma caixa multibanco em Almada, foram perseguidos pela PSP e escaparam.
A PSP assassinou uma mulher que seguia num Renault Mégane, que nada de nada tinha a ver com o Seat Léon do assalto.
Conclusão: os polícias são mais perigosos que os ladrões. Os ladrões roubam e não matam: os polícias matam.
A SIC-PSD resolveu dar tempo de Antena a duas mulheres que defenderam o assassinato de outra mulher – fica-lhes bem.
A mulher assassinada pela PSP não tem nome, não tem família, não tem filhos, ou se tem que se vão lixar.

Uma das mulheres que defenderam o assassinato de outra mulher disse que os oficiais da PSP tinham um formação muito boa – é por isso que não sabem distinguir um Seat de um Renault.

Os inimigos da Catalunha - análise

" Por que é que a direita portuguesa é contra a independência da Catalunha?




«A pergunta tem todo o sentido, porque a nossa direita, cada vez mais parecida com a Alt-right americana, esteve na vanguarda do ataque ao independentismo catalão, e adoptou o mesmo espanholismo radical do PP espanhol. Os socialistas portugueses ficaram entalados, mas mais do lado espanholista por razões de seguidismo europeu e ao menos o nosso Podemos, o Bloco, não teve que adoptar o equilibrismo do espanhol, cujos custos nas urnas na Catalunha parecem vir a ser enormes. Em tempos de Revolução Russa comemorativa vale a pena lembrar a acusação de Lenine aos que estavam sentados em duas cadeiras ao mesmo tempo e corriam o risco de cair.
Mas, voltando à nossa direita, o que os leva a todo este vigor espanholista? Em primeiro lugar, o espanholismo em Espanha é a reacção – sim, a velha e cruel e violenta reacção personificada no PP e nos proto e verdadeiros falangistas que apareceram nas ruas a gritar pela Espanha "una" – e eles gostam da reacção. O problema é que esse mesmo espanholismo em que agora se filiaram é tradicionalmente antiportuguês, o que parece não os incomodar muito. Um dos aspectos porque é assim é a ignorância da história, e nunca devemos menosprezar o papel da ignorância nestas coisas. Outro é que o núcleo de interesses que representam, ao nível europeu, partidário, de negócios, era afectado não só pela independência catalã como pelo efeito de contágio que muito temem no País Basco e noutras regiões espanholas.
Para a Europa mais conservadora, a Espanha governada pelo PP é fundamental para garantir uma "companhia" à Alemanha, e para manter a hegemonia nas instituições europeias do PPE, ameaçada à direita e à esquerda.
Por último, identificam erradamente o independentismo catalão com partidos radicais à esquerda, o que está longe de ser verdade. Historicamente o independentismo catalão teve e tem uma importante representação à direita, só que a praga da corrupção que afectou profundamente o sistema partidário espanhol, do PSOE ao PP, e aos dirigentes tradicionais da Catalunha como Pujol, desequilibrou a representação política.
Mas talvez de todos estes factores o mais sólido e mais preocupante seja a "nova" Europa que funcionou como um mastim contra o Syriza e agora fez o mesmo com a Catalunha. Uma Europa cada vez mais autoritária e incapaz de fazer uma qualquer política que avance a liberdade, a democracia, a integração dos refugiados e a riqueza dos mais pobres dos europeus, é pelo contrário muito eficaz em reprimir diferenças e causas. A nossa direita precisa hoje e muito dessa Europa.»
J. Pacheco Pereira"

[Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

Para a Direita brasileira «Lula deve morrer»

"E se a imprensa se tornasse mandante ?


Tudo bons rapazes !


Acrescente-se que, não por acaso, só na última linha do artigo é que se explicita que se trata de Lula «sucumbir politicamente»."

[In blog «O TEMPO DAS CEREJAS 2»]

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Os aliados objectivos do Estado Islâmico são os Estados Unidos, o Reino Unido e os ditos democratas da Síria

Há muito que se sabia, os degoladores do Daesh tinham aliados importantes na NATO. Agora foi a BBC que divulgou alguns pormenores dessa aliança.

«Coligação Internacional ajudou figuras-chave do Daesh a fugirem de Raqqa
Investigação da BBC revela que os planos para evacuar a cidade acabaram por garantir a escolta de membros do grupo terrorista.
A Coligação Internacional de combate ao Daesh que une forças norte-americanas, britânicas e curdas autorizou o transporte seguro e secreto de milhares de combatentes do Daesh e das suas famílias para fora de Raqqa, a sua antiga capital síria, revela uma investigação conduzida pela BBC. A escolta incluiu alguns dos mais importantes membros do Daesh, que depois seguiram para outras paragens na Síria ou mesmo para a Turquia, resume a BBC.» 
[In «Público» pt]